Friday, March 09, 2012

AGRADECIMENTO
A publicação de "O Último Távora" na Rússia só foi possível devido ao desinteressado empenho da minha amiga Svetlana Mrochkovskoy-Balashova -Светланы Мрочковской-Балашовой - investigadora que se tem dedicado ao estudo da vida e morte de Puchkin.
Conheci-a através da internet quando fazia pesquisa para o meu próximo livro "Juliana, Condessa Stroganoff" (de que começarei a falar na próxima semana). Svetlana publicou o diário de uma senhora de S. Petersburgo, Dar'ja Fedorovna Fiquelmont, amiga de Puchkin, que retrata a sociedade Russa de 1829 a 1837, e que por isso muito me interessava. Eu já tinha conseguido a primeira parte, na lingua original, o francês. Mas a segunda teve de ser mesmo pelo livro da Svetlana, em Russo puro e duro que desbravei com a ajuda de uma senhora que trabalha em casa de minha irmã (!), a Angela.
Aqui vai a imagem do livro que sugere efectivamente  a capa de um diário romântico.


No seguimento dos nossos contactos Svetlana Mrochkovskoy-Balashova publicou, na revista Negócios Estrangeiros nº 18, um interessante artigo sobre Rafael da Cruz Guerreiro, diplomata .português residente em S. Petersburgo que chorou a morte de Puchkin

Wednesday, March 07, 2012

O ÚLTIMO TÀVORA - ПОСЛЕДНИЙ ИЗ РОДА ТАВОРА
Acaba de chegar o meu primeiro exemplar da tradução em Russo. Agora tenho dois livros na mão e outro .... a voar.Mas esse vai pousar lá para o fim deste mês. Já falta pouco!

Friday, February 17, 2012

Минувшее - Um quebra cabeças Este é o nome da minha editora na Rússia escrito em caracteres cirílicos. Escrito à nossa maneira será MINUVSHEE e quer dizer o passado. Quem quizer lá ir pode fazê-lo aqui e para tentar perceber melhor (?) aprenda um pouco de cirílico.

Wednesday, February 15, 2012

VIAGENS À RÚSSIA
O meu blog esteve parado muito tempo, e estou envergonhado. Foram dois anos em que passei a investigar e depois a escrever o próximo livro. Tive um certo stress e a verdade é que não me apetecia escrever no blogue enquanto não tivesse terminado de escrever o “resto”. Esse “resto” agora está acabado e sai em Março e já dentro de dias falarei do próximo livro. Também será uma viagem à Rússia, mas hoje falo em viagens. Mas porquê “Viagens à Rússia”? Já lá tinha ido. Quem leu “O Último Távora” sabe que a narrativa termina na Rússia ou melhor na retirada da Rússia. Foi como se tivesse ido lá acompanhando o Marquês de Alorna. Ele em 1812. Eu duzentos anos depois. Meti-me na sua pele. Com a Grande Armée napoleónica no primeiro avanço imparável a caminho de Moscovo e depois na terrível retirada, segui como que a seu lado. Atravessámos o Berezina antes da destruição das pontes. Percorremos as estradas geladas cheias de cadáveres, arrastámo-nos até Konigsberg … Agora voltámos à Russia! Porque ele como personagem e eu como autor, vamos ser publicados em Moscovo. Da outra viagem falarei de aqui a dias.

Sunday, September 19, 2010

1822 - Independência do Brasil


Imaginem que o Laurentino Gomes me escolheu para fazer a apresentação do seu novo livro em Lisboa. Grande responsabilidade!
É no dia 24, sexta-feira, no Padrão dos Descobrimentos às 19 horas

Thursday, August 05, 2010

LAURENTINO ESTÁ DE VOLTA



1822

Vocês sabem como foi a independência do Brasil?
Hummm... bem ...confuso.
Pois é. Mas o meu amigo Laurentino Gomes vai explicar.
Diz assim a nota de imprensa:
"O livro vai retomar a narrativa no ponto em que 1808 foi terminado. Como vai tratar da Independência, o título será 1822. Pretende mostrar que país era este que a corte de D. João deixava para trás ao retornar a Lisboa, em 1821. Vai falar do Grito do Ipiranga, das enormes dificuldades do Primeiro Reinado, da abdicação de D. Pedro, em 1831, sua volta a Portugal para enfrentar o irmão, D. Miguel, que havia usurpado o trono, e a morte em 1834. O lançamento está previsto para Setembro de 2010. O estilo será o mesmo do 1808: capítulos curtos, pequenos perfis dos personagens e linguagem acessível".

Saturday, July 10, 2010

DESCONHECER A HISTÓRIA ...

O Ministério da Ciência vai recuperar (espera-se que dê bom resultado…) o Teatro das Laranjeiras. O “Público” noticiou, mas a jornalista, coitada, não sabe nada da história do Teatro que para ela é um “antigo teatro da alta roda” (?).
Nem uma palavra sobre o Conde de Farrobo, o seu fundador ! Nem uma menção ao palácio, aos jardins e à quinta que agora é o Zoológico.
Sempre esquecido o pobre (que foi rico) Quintela!
Quem quiser que leia o bla-bla-bla que se segue…

Antigo teatro da alta-roda em Sete Rios transforma-se em auditório
Por Ana Henriques
Projecto de Gonçalo Byrne aprovado pelo Instituto do Património prevê que edifício arruinado do séc. XIX seja recoberto de betão

O Ministério da Ciência e Ensino Superior está a transformar um antigo teatro da Estrada das Laranjeiras, junto ao Jardim Zoológico, num auditório destinado a conferências, seminários e espectáculos.



A obra, que começou em Maio e deverá prolongar-se até ao final do ano que vem, vai custar 2,66 milhões de euros mais IVA. Obedece a um projecto de Gonçalo Byrne, em parceria com o atelier de arquitectura de Patrícia Barbas e Diogo Lopes, estando previsto que o edifício arruinado do séc. XIX seja recoberto por uma "pele de betão" pintada de amarelo e envolvido por um pavilhão transparente mais baixo do que o velho teatro.



As velhas paredes de pedra e tijolo ficarão à vista apenas no interior do edifício, naquilo que constitui, segundo a memória descritiva do projecto, a preservação do valor patrimonial da ruína. "A qualidade do projecto e do seu autor mereceram o parecer favorável do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e da Câmara de Lisboa", esclarece uma nota informativa do Ministério da Ciência.



"Será um monólito de betão", descreve Patrícia Barbas, explicando que o telhado, há muito derrubado, será também feito neste material. A memória descritiva justifica esta opção por razões de segurança: "O risco de colapso da estrutura existente, a necessidade de voltar a construir as coberturas e principalmente a vontade de manter intacta a ruína pelo seu interior (...) reduziram as possibilidades de consolidação da construção". Também por isso, a obra está a ser acompanhada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil.



O Ministério da Ciência salienta que a "nova imagem urbana" do Teatro Thalia é marcada "pela conservação e restauro dos volumes correspondentes aos espaços cénicos primitivos - foyer, plateia e cena", que serão rodeados pelo novo edifício em vidro, no qual funcionarão serviços de apoio ao auditório, além de uma cafetaria com ligação directa ao jardim adjacente. Em curso estão neste momento demolições de construções anexas ao teatro, "de carácter provisório e traça modesta".



A reabilitação desta sala de espectáculos frequentada pela corte e pela nobreza lisboeta do século XIX era há muito reivindicada pelo movimento cívico Fórum Cidadania, que recentemente sugeriu que ali fosse instalado o Museu da Música. "Poderia albergar um sem-número de actividades culturais, a começar por teatro infantil ou de marionetas, à semelhança de Salzburgo", defendeu antes disso o movimento, que pediu anteontem esclarecimentos a várias entidades sobre as demolições que estão a ser feitas.

Friday, June 04, 2010

PAI ORGULHOSO!

Que sentiriam vocês?
Uma Curta metragem de um filho no Hoboken International Film Festival!

Thursday, June 03, 2010

O GUARDIÃO DE LIVROS

Tenho estado preguiçoso. Mas hoje volto ao Blog para mostrar o novo livro da CRISTINA!




Vai ser apresentado no dia 17 de Junho às 18 e 30 na Biblioteca do Palácio da Ajuda (como convinha ao Guardião)

Sunday, July 19, 2009

EM TERRAS DO MILIONÁRIO


É uma maneira de dizer. A grande propriedade do Farrobo era na região de Vila Franca. E acontece que os mesmos amigos que me levaram a conhecer o que resta do palácio do Farrobo e o convento de Santo António - onde o "Milionário de Lisboa" mandou construir o mausuléo dos seus Pais, esses mesmos amigos me convidaram para um programa que adoro.
Fazer arqueologia é a actividade que mais me descansa e me permite abstrair de chatices e preocupações (entre as quais pensar "Como andam as vendas do livro?).
Eles convidaram-me noutro dia para visitar a escavação que estão a fazer de um sítio romano em terras do milionário, ou seja perto de Vila Franca. Uma escavação cujos resultados vão dar que falar.
Vejam bem o "artista" a fazer o gosto ao dedo, com a picareta na mão!

Sunday, July 12, 2009

A MÚSICA de "O MILIONÁRIO DE LISBOA"

Vinha na A1 a caminho de Lisboa quando, ao sintonizar a Antena 2, oiço a minha voz.
Era a entrevista com a Ana Daniela Soares, no “Baile de Máscaras”. Gostei imenso porque a Ana interessou-se pela parte musical e passou as músicas que mais me vieram à cabeça quando estava a escrever “O Milionário de Lisboa”. Entre outras, árias da “Cenerentola”, a Cinderela, ópera que o conde de Farrobo fez representar na sua quinta de Vila Franca e “Il Bacio”, uma valsa arrebatadora que ele ouviu pela primeira vez interpretada por aquela que viria a ser sua segunda mulher.
Podem ouvir a Cecília Bartolli a cantar de forma empolgante o final da Cenerentola, aqui:

E a Anna Netrebko no Bacio aqui

Tuesday, June 23, 2009

"O Milionário de Lisboa" TOP e outras notícias

Ontem foi um dia em cheio!
Entrou para três TOPES - Bertrand - Corte Inglês - Bulhosa!
E vai para 2ª EDIÇÃO!!
Aqui estão fotos do lançamento:

Sunday, June 21, 2009

FOTOS DO MILIONÁRIO FARROBO

Acabei de colocar no YOUTUBE as fotos do livro para quem ainda o não tem

Saturday, June 20, 2009

"O MILIONÁRIO DE LISBOA" NO YOUTUBE!

Enquanto não consigo as fotos do lançamento (a minha editora está fechada hoje) partilhem comigo a surpresa de ouvir as palavras do ZDQ Zé Diogo Quintela no YOUTUBE

Friday, June 19, 2009

MILIONÁRIO DISTRAÍDO

Estava tão entretido a escrever os autógrafos que nem dei pela presença de certa GATINHA, ou melhor eu até a devo ter visto, mas no meio de tantas beldades não percebi qual delas era a própria gatinha.
Foi pena, mas agradeço muito a atenção.

O LANÇAMENTO DO MILIONÁRIO

Foi ontem e correu o melhor que é possível!
Para além dos muitos amigos e pessoas interessadas que apareceram acabou por ser um encontro da grande família de Joaquim Pedro Quintela; muitos não se conheciam anteriormente e foi enternecedor vê-los a trocar mails uns com os outros.
A sala - antiga sala de jantar do Palácio Quintela - é linda mas foi pequena para tanta gente (Vejam esta imagem de uma parede com uma cena de vindimas pintada por um dos artistas que o Conde de Farrobo protegeu e mandou estudar em Itália, António Manuel da Fonseca)

À tarde e à noite passou na Antena 2, no programa da Ana Aranha, À VOLTA DOS LIVROS a minha entrevista. Um dia em cheio que não posso deixar passar sem um sentido agradecimento ao José Diogo Quintela!

Wednesday, June 17, 2009

A SIMPATIA DO JOSÉ DIOGO QUINTELA

Não só apresenta "O MILIONÁRIO DE LISBOA" como ainda o anuncia no fedorento blog.
Muito obrigado. Ajuda a dissipar o stress que está a querer tomar conta de mim.
Esperem lá! Também no ONLINE

Monday, June 15, 2009

MILIONÁRIO FARROBO FÓRRÓBÓDÓ

A ligação de "O milionário de Lisboa" com FÓRRÓBÓDÓ ficou ontem mais cimentada com a "Escolha" do Professor Marcelo Rebelo de Sousa. FÓRRÓBÓDÓ transformou-se numa palavra mágica. Viva o FÓRRÓBÓDÓ, se é assim que Joaquim Pedro Quintela, conde do Farrobo, há-de sair do esquecimento e voltar a ser popular como merece.
Merece? Claro! Graças a ele ouviu-se pela primeira vez em Portugal o DON GIOVANNI!

Wednesday, June 10, 2009

"O MILIONÁRIO DE LISBOA" MAIS ALIVIADO

Vista do teatro das Laranjeiras

Ontem saiu na revista Sábado um trabalho jornalístico resultante da minha primeira entrevista.
Foi um alívio.
Não porque duvidasse da qualidade do trabalho jornalístico de Raquel Lito, que foi excelente. Mas fiquei aliviado nem sem bem porquê.
Mais do que com os anteriores livros, vivi estes últimos tempos angustiado com a apresentação pública do meu trabalho. Penso que por um lado senti uma responsabilidade acrescida pelo facto de o último Távora ter sido tão bem recebido: não podia agora defraudar as espectativas dos leitores.
A angústia entrou ainda por outra via. E passo a explicar. A primeira biografia que escrevi, Norton de Matos, foi sobre uma pessoa da minha família: é como jogar em casa. Segui-se a vida de Pina Manique e depois “O Último Távora”. O primeiro lá nos confins do sec. XVIII, para além da descrição dos seus defeitos e qualidades, teve a sua imagem reabilitada pelo meu trabalho; o segundo não teve descendência directa, apenas representantes colaterais que aliás me ajudaram bastante, e fosse o que fosse que eu tivesse escrito não apareceria nunca um tetraneto a chamar-me á pedra.
Com Joaquim Pedro Quintela é diferente. Tem imensos descendentes, alguns dos quais me franquearam as portas de suas casas disponibilizando-me todos os elementos de que dispunham.
Ora acontece que nunca em nenhum dos outros livros escrevi com uma tão grande sensação de liberdade como neste que trata da vida do conde de Farrobo: misturei ficção e realidade como muito bem me apeteceu e saboreei essa liberdade como um prazer supremo, uma sensação fantástica.
Qual o reverso da medalha: na minha cabeça imaginava os Quintelas todos a pensarem “Vamos lá a ver o que é que este gajo escreveu sobre o nosso antepassado?”
Não lhes sei dizer porquê, mas com a saída deste primeiro artigo/reportagem a tal angústia desvanesceu-se, sinto-me leve como uma pena e dou por bem empregue o meu trabalho e a minha liberdade.
Vendo bem, também ajudou muito o facto de o José Diogo Quintela ter aceitado o convite para apresentar o meu livro e o representante directo do biografado, João Pedro Quintela Saldanha, ter contribuído com as suas declarações para o artigo que o Sábado publicou.

Thursday, June 04, 2009

CONDE DE FARROBO, O MILIONÁRIO

O livro está quase a sair para as livrarias. É altura de começar a falar mais nele e na (s) sua(S) personagem. Aqui vai parte de um texto que dirigi aos leitores à laia de explicação:
"“O Milionário de Lisboa” é a biografia romanceada, ou ficcionada, de Joaquim Pedro Quintela do Farrobo, 2º barão de Quintela e 1º conde de Farrobo.
Logo no século dezanove e depois na primeira metade do século que passou, publicaram-se obras dedicadas ou contendo referências a Quintela e sua vida. Recorrendo umas ao estilo excessivamente palavroso e laudatório outras à caricatura fácil, não conseguiram transmitir do conde de Farrobo uma imagem sufientemente sólida para resistir à erosão do tempo.
Caiu no esquecimento . Apesar da existência do largo barão de Quintela, bem no coração de Lisboa, e ainda que muitos milhares passeiem diariamente pelos jardins das Laranjeiras nem o barão nem o conde são do conhecimento público. Perde o público em não o conhecer e é injusto para Farrobo não ser conhecido.
Quem era, verdadeiramente, esse homem? Seria fácil sabê-lo se nos tivesse ficado, como o acaso permitiu que acontecesse com outras personalidades, um conjunto de cartas onde a sua alma se abrisse e a personalidade se revelasse, fossem elas cartas de amor, negócios ou de simples amizade. Infelismente o que resta do que terá sido um fabuloso arquivo – penso nos seus múltiplos negócios, na direcção do S. Carlos, nas centenas de amigos e conhecidos, nos banqueiros e correspondentes em Londres e Paris - é muito pouco, pouquíssimo.
Por isso se escolheu outro caminho. Caso contrário este trabalho seria mais um em que se repetia o inventário das qualidades e defeitos, supostos ou inventados, inventário carregado de adjectivadas superficialidades. Ou uma colecção de anedotas e caricaturas sem qualquer unidade psicológica.
Imaginei um pouco e pedi ajuda a alguns interlocutores fantasiados, na boca dos quais pus palavras que não posso garantir se alguma vez foram pronunciadas e em que circunstâncias".
E já agora uma foto de um belíssimo quadro de DOMINGOS SEQUEIRA representando o jovem Joaquim Pedro Quintela quando ainda não era conde nem barão. Este quadro existe no Museu Nacional de Arte Antiga.